Por Amálio Pinheiro
Os estudos teóricos e análises concretas sobre as culturas e seus textos se complicam quando se tratam de regiões ou processos civilizatórios (Península Ibérica, América Latina) onde não vigora o conceito progressivo e linear de sucessão, esta que tornaria qualquer produto uma variante hierarquicamente determinada pela suposta influência de algo anterior e pretensamente mais acabado. Não é mais questão agora apenas de, com Lotman, por um lado, ver criticamente que "a cultura seja um sistema que se auto-organiza (...) como algo univocamente predízivel e rigorosamente organizado" e, por outro, saudavelmente reconhecer a irrefutável "indefinição interna desta, o repertório de possibilidades que no curso da realização da mesma ficam irrealizadas" (Lotman, 1996: 75). Não é mais o caso agora somente "da constante afluência de textos de fora" no inteiror de uma cultura que, "ao necessitar de um parceiro, cria com seus própios esforços esse 'alheio', portador de uma outra consciência, que codifica de outra maneira o mundo e os textos" (Lotman, 1996, 71), desencadeando-se então os processos de tradução intersemióticos a partir das colisões e trocas entre culturas dominantes de centro e variantes de periferia.
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Cinema, Escritura, Fotografia, Poesia e Literatura
terça-feira, 2 de novembro de 2010
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