Dirceu Martins Alves
NENA,
Guarda um carinho pra mim,
num dos gestos da tua mão.
Faça um desenho pra mim,
Meu rosto riscado a carvão.
Eu quero me ver nos teus olhos,
Artista,
filósosfo, poeta-louco, um pobre cão.
Eu quero me ver nos teus olhos ,
ficar bem pertinho, todo ao alcance da mão.
Nena,
Inaugura um cantinho pra mim,
na esquina do seu coração.
Quarde um toque pra mim,
Rock-jazz-blues e um samba canção.
Eu quero me ver nos teus olhos,
Ficar bem pertinho, todo ao alcance da mão.
Nena, que os cantores chamam Baby,
E o Belchior chama meu bem.
Guarde um beijo pra mim,
Sob as dobras do blusão.
Nena, solte um grito pra mim,
No meio da escuridão.
Escolha um destino pra mim,
Uma linha na palma da tua mão.
I`ve got a key to the righway,
Uma linha na palma da tua mão.
(Antologia da Scortecci Editora, especial para a XIX Bienal Internaciona do livro de São Paulo - 2006 - Volume II, páginas 61-62.)

3 comentários:
Dirceu
Gracias pelo comentário perspicaz. Eu tentava falar do quanto estamos atados a narrativas e personagens pré-fabricados.
Belchior?
Há anos não ouvia falar. Onde andará?
abraço e não abandone o seu blog
MA
"Juguemos Nena
Peleemos Nena"-> Fito Páez.
Achei fabuloso seu poema. A simplicidade que interpola com a suavidade de palavras anterpostas me fez sorrir... Guardarei assim, um carinho na esquina do meu coração. Tu és fantástico!
Até.
volto sempre para reler e encontro mais enigmas...doces adivinhações.
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