Nasce hoje, 14Mai2007, o Blog Canoa Caravela, criado por Dirceu Martins Alves, idealizado antes como uma revista de signo e significação nas mídias, nas artes e na literatura.
A canoa e a caravela são dois símbolos da mobilidade: representam a América Latina e a Península Ibérica na imbricação dos seus textos. Há muito tempo venho pensado em criar uma revista literária e cultural chamada "Caravela", que discutisse a mobilidade dos textos ibéricos e mouriscos que fizeram e fazem parte da constiuição do continente latino-americano. Recentemente, pensei na possiblidade de acrescentar ao nome da revista a palavra "canoa". Esta vai em lugares que a caravela não entra. Não é por acaso que os portugueses largaram as caravelas nos portos e se meteram mata à dentro, explorando e sendo explorados. Numa mostra de mobilidade e adaptação acelerada aos novos mateirais da cultura nunca vista antes na história da humanidade." Nas caravelas chegaram os primeiros brancos arabizados da Península Ibérica ao continente. Também por ela chegaram os primeiros negros. Nas caravelas os primeiros índios viajaram e viram a Europa. Nas canoas são colocados em situação de intimidade o branco, o negro e o índio, que precisavam conviver em relação de confiança uns com os outros, devido à fragilidade do meio de transporte. A vida de todos depende de cada um na canoa. Os objetos da cultura tais como Arco e flecha, faca e pólvora, frutas nativas e especiarias da Índia, tabaco e vinho começam a conviver num pequeno espaço móvel, onde tudo se torna experimental. Longe de empregar o conceito de colonização com recalques, devemos pensar que se o branco (portugués ou espanhol) descobriu o índio, o índio descobriu literalmente o branco. A eroticidade, a mestiçagem das raças, a mestiçagem cultural, o aspécto solar, a vocação para uma cultura acelerada em códigos que se multiplicam, sígnos que se barroquizam, são aguns dos textos que se imbricam e ligam esses dois mundos que não cessam de se contruirem.
Na era do avião supersônico e dos modernos transatlânticos, a caravela não existe mais. A canoa, entretanto, como na chegada dos portugueses e espanhóis, continua sulcrando rios e mares, fazendo a ligação de homens e objetos das áreas alagadas com as povoações da terra seca. Somos arcaícos, modernos ou pós-modernos? Que quer dizer com isso de pós-moderno, cara palida? Somos o que somos. Ou seja, somos o que se pode fazer com todas as séries culturais, os objetos e os signos que aportaram em grande quantidade e variedade nesse continente, de modo rápido, em apenas 500 anos.
Cinema, Escritura, Fotografia, Poesia e Literatura
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2 comentários:
oi este bloq ficou bastante legal
continue criando porque esta bastante criativo mesmo ....
willim
Estou sem palavras!!!!!
Está maravilhoso***
Lindo, adorei!!!!!!!!
Parabénssss¨¨¨¨
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